quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

As 5 melhores Stratocasters brasileiras dos anos 90


Olá amigos, dando continuidade na sequência de postagens intitulada "The Big Four", quando iremos focar apenas nas melhores Stratocasters produzidas aqui e tentar selecionar as melhores de todos os tempos das chamadas "Made in Brazil" e para estimular o número de acessos de leitores apaixonados pelas vintages brasileiras, abordaremos nesse mês de Dezembro a temática das cinco melhores de cada década onde farei uma série de três postagens sobre as melhores Stratocasters brasileiras de todos os tempos, considerando as décadas de 80, 90 e anos 2000, no final juntaremos as quinze que foram postadas nos três posts e tentar selecionar as quatro melhores de todos os tempos no melhor estilo "The Big Four".

Dessa forma, essa é a segunda parte de um total de três posts, para quem quiser acompanhar a primeira parte que abordou as cinco melhores dos anos 80, basta clicar aqui:



Vamos as cinco melhores Stratocasters brasileiras dos anos 90:


Giannini Stratosonic Pro





A Giannini Pro foi lançada em meados dos anos 90 (mais para o início) concomitante ao lançamento da Fender Southern Cross no Brasil, também construído na planta da Giannini. Acredito que tenha sido lançada praticamente no mesmo período para competir mercado com a Fender Southern Cross, causando um pequeno problema em razão disso. Como as pessoas preferiam comprar a Southern Cross em razão do logo Fender no headstock, em teoria é bem provável que a Giannini Pro tenha dado uma "encalhada" nas vendas.. e exatamente por isso, criaram-se poucas unidades. Devido a pequena tiragem  (pequena produção) se vendeu muito pouco, hoje é praticamente impossível de se conseguir ou de se achar essa guitarra. A tiragem da Southern Cross também foi baixa, apenas 5000 unidades, embora ainda se encontre facilmente anunciadas a venda por aí. Certamente a tiragem da Giannini Pro foi bem abaixo desse número, provavelmente muito menos da metade desse número, levando em comparação os números da produção da Fender Southern Cross ditas pelo nosso saudoso Carlos Assale, presidente da empresa na época e responsável direto pela maioria desses projetos, inclusive dessa Fender em solo brasileiro.


Fender Southern Cross/Squier Series





A guitarra que quase virou lenda e promoveu inúmeras histórias (a maioria delas mentiras) e contos que chegavam ao inimaginável do imaginário humano. Ela obviamente não tem as mesma características mantidas de uma Fender americana, mas certamente é um instrumento curioso de ter. Apenas 5000 unidades foram produzidas em Cedro e Marfim e é bem verdade que um número menor ainda se mantém em circulação em território nacional. Primeiramente com o selo Squier Series e posteriormente chamada de Southern Cross, essa Stratocaster pertence sem dúvidas ao seleto grupo das cinco melhores Stratocasters produzidas no Brasil durante os anos 90. 


Golden Stratocaster





Muitas pessoas costumam associar as Golden como instrumentos ruins, mal acabados e mal construídos, não se enganem amigos, o modelo acima pertencente aos anos 90 é boa e tem construção acima da média da maioria dos padrões (ou falta de padrões) das guitarras produzidas no Brasil, especialmente pela Golden. A guitarra tem ótimo custo X benefício, infelizmente, mais um exemplo de instrumento subvalorizado em nosso país, embora eu tenha a certeza de que poucas pessoas tiveram a oportunidade de tocar ou testar uma igual. Sobre a construção desse instrumento, não há o que se possa reclamar, contrariando a lógica dos instrumentos brasileiros dos anos 90'. O shape do corpo mantém as características tradicionais de uma Stratocaster mantendo um bom padrão em relação ao design e aparência. Aparentemente, é possível identificar três peças (blocos) coladas.


Tagima Stratocaster





Essa Tagima que eu estou me referindo ainda não é a "famosa" 635 de meados dos anos 90 que o pessoal costuma idealizar na internet dizendo que é Fender porque foi feita pelo Seizi, mas as dos anos 90 já eram construídas na fábrica e eram supervisionadas pelos funcionários que utilizavam maquinário para produção em larga escala, ou seja, não eram feitas pelo Tagima. Essa do início dos anos 90 (mais precisamente 1991 conforme carimbo e datação no braço e tróculo) marcam o início de um período associado à fabricação de instrumentos através da produção industrial (em larga escala) e já não eram mais construídas manualmente e artesanalmente uma a uma pelo próprio Seizi Tagima em sua oficina, conforme muitos instrumentos foram construídos por ele apenas por encomenda em meados dos anos 80, período pré industrial da empresa. 


Dolphin Stratocaster (Pós Assale)




Unidade construída no início dos anos 90 em Mogno brasileiro e projetada inicialmente pelo nosso saudoso Carlos Assale que queria desenvolver o modelo Stratocaster em sua empresa no em meados dos anos 80, a Dolphin Stratocaster "Era Assale". O modelo dos anos 90 batizado de "Pós Assale" devido a migração de Carlos Assale para a Gianinni, não possuía mais a chave seletora diferente do convencional com três botões, onde era possível uma combinação maior entre os captadores atingindo maiores possibilidades timbrísticas nas primeiras Stratos do final dos anos 80. Após a saída de Carlos Assale para a Giannini no início dos anos 90, a Dolphin ainda continuou com a produção do modelo Stratocaster, mas já não mantinha mais todas as características do modelo da chamada "Era Assale", embora ainda tivesse o DNA de seu criador, a guitarra trazia inovações como chave seletora de cinco posições, acréscimo da palavra/termo "Strato" no logo do headstock e escudo diferentes. 





Um comentário:

  1. Eu que vivi essa época é uma volta aos bons tempos

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